quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Por que as cidades brasileiras desprezam as ÁRVORES ??

Lado Oeste do HM, o Hospital poderia ter até eucaliptos, pois as edificações são longe do muro, deveria haver árvores do lado de fora. E tome calor e agonia no verão.
Não sou urbanista, mas amo árvores, desde pequeno gosto delas.  Nós temos nos levantado contra o desmatamento rural, porém temos nos calado quanto ao descaso ecológico da existência de árvores nas cidades. A falta de árvores nas cidades do Norte do Brasil, especialmente as grandes cidades é uma questão cultural muito séria. Mostro exemplos de minha cidade  -Floresta do Araguaia - PA





Veja o início da JK, a avenida da Prefeitura, onde estão as árvores ??
Tirei algumas fotos em minha cidade onde o descaso é muito grande e a população nem se mexe também, pois muita gente tem em seus sítios as suas sombras.  Falei com um morador da Rua 2, sobre plantar uma ou duas árvores em frente a sua casa, que não passa fios,  ele rebateu a idéia dizendo que iria “enfeiar” a frente, a fachada da casa, falei pra ele que não tem fiação elétrica, mas a beleza da fachada venceu a questão. 




Exemplo de mau uso de canteiros centrais na Av. Orlando Mendonça, bares se multiplicam, mas cadê as árvores ??


Em minha cidade há muitas casas com árvores no quintal, porém quando as casas são ampliadas, as árvores são derrubadas claro, aumenta-se a casa e mesmo  sem prejuízo da fachada nova árvores não são plantadas do lado de fora. Na maioria das cidades do Pará não há sequer uma política urbana de meio ambiente e as árvores são as mais negligenciadas.





Um bom exemplo, duas árvores num muro de residência.






Nos 2 exemplos acima, o desprezo por árvores até em horríveis fachadas




De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o recomendado é que exista um mínimo de 12 m²  de área verde por habitante. O número está bem distante de algumas cidades brasileiras, (Portal do Meio Ambiente)





Há outro agravante para que não se plante árvores à porta da casa, as fossas são na frente, para se facilitar a limpeza, e a outra parte da calçada é destinada a garagem, descobri  empiricamente isso. Em relação aos grande muros de repartições públicas sem árvores, algum vereador poderia criar uma lei obrigando a prefeitura a plantar árvores, principalmente onde não há fios de eletricidade por cima. Veja as fotos, onde deveria haver árvores e é negligenciado:





Lado oeste da creche (em construção ainda por falta da verba federal atrasada), cadê as árvores ??




As pessoas no interior não sentem falta das árvores porque vivem próximo aos sítios arborizados, até que a cidade cresce num concreto bruto e dominante, então só os bairros dos ricos passam a ter árvores nas calçadas e ainda possuem pequenos parques. É preciso mudar isso com políticas públicas adequadas, e isso urgentemente.  Pois o calor é muito dolorido e agonizante em muitas cidades com poucas árvores.  





















Pedro Paulo - Pedrovida12


sábado, 6 de setembro de 2014

Expressão Pará - Floresta do Araguaia - PA

A nova edição da revista "Expressão Pará" traz matéria especial sobre Floresta do Araguaia, capital nacional do abacaxi. A revista tem na capa o Adalto, filho do Sr. Miguelinho, um dos pioneiros da abacaxicultura de resultado. Em Floresta a revista pode ser comprada no Foto Lima e outros estabelecimentos comerciais.  





Idelson Gomes se tornou um dos mais importantes editores da região.






Edição Anterior de Expressão Pará








by Pedro Paulo

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Abacaxi de Floresta – Origens !!


Engenheiro Agrônomo Danilo Leonel, da nova geração de agrônomos, também um produtor que usa irrigação.




Em meados dos anos 1980, começaram os plantios de Abacaxi



É difícil não cometer injustiças quando se fala sobre o começo de alguma coisa, cultura, empreendimento, cidades, instituições, etc., sem contar com registros documentais firmes. Mas vamos tentar demonstrar alguns fatos sobre o começo da cultura do abacaxi em Floresta do Araguaia.

















Em se tratando de questão fundiária, eis ai uma questão importante para a fruticultura, pois a grande vantagem de Floresta do Araguaia é que o município é constituído ainda de muitas pequenas propriedades rurais que em sua maioria é formada de lavradores e não só de pecuaristas.




















Floresta como vila foi fundada com o nome de Colônia Floresta, por um padre idealista chamado Monsenhor Augusto Dias de Brito, as terras consideradas ruins eram desprezadas pelos grandes latifundiários, quase metade do município é formada por cerrados, e, em suas desobrigas, o padre Monsenhor Augusto conheceu a família Barbadinho, que residiam e resistiam no lugar há décadas. Monsenhor Augusto conseguiu com o Governador do Estado à época Cel. Alacid da Silva Nunes, 17 Glebas de 900 alqueires, fundando a Colônia Floresta, assim muita gente veio para Floresta em busca de terras para plantar e/ou criar gado, eram terras distribuídas via ITERPA. A emancipação deste Distrito de Floresta se deu em 1993 e o município foi instalado em 1997, tendo como primeiro prefeito o economista Chico Barbosa, filho do saudoso minerador bem conhecido Sr. Barbosa, do nos da Mineração Vale das Andorinhas -MVA.

Como começou a lavoura de abacaxi ?? – Alguns produtores rurais nos anos de 85 a 89 , perceberam que as terras de Floresta, davam um abacaxi muito doce e de bom tamanho, dois quilogramas em média, o abacaxi de Floresta surgiu por puro empirismo, não foi uma descoberta do Governo. Sempre os colonos do norte e centro-oeste plantavam vários tipos de plantas e árvores frutíferas, mas em quantidades mínimas, “só para o gasto”, como dizem; em Floresta se plantava comercialmente arroz, milho e mandioca.


Valdemar Lilico, José Barreto da Cunha (Seu Barreto) e Antonio Adventista, (os dois últimos falecidos), são considerados por muitos como  sendo os pioneiros na plantação de abacaxi em Floresta. Valdemar Lilico conta que trouxe mudas de abacaxi pérola de Uruaçu-GO e começou a plantar e com o tempo foi reproduzindo  e dando mudas em troca de serviços comunitários para ajudar no escoamento da produção de frutas, já que as estradas eram muito precárias, ele foi expandindo a lavoura e Barreto fez o mesmo. E outros passaram a reproduzir a fruta porque as terras eram propícias. Mas já existia mudas de abacaxi em Floresta, Valdemar Lilico apenas foi um dos expansionistas da cultura. O abacaxi plantado em Floresta é o da variedade pérola de forma cônica. 


Várias regiões produtoras foram surgindo a partir de então, uma região se destacou muito com a lavoura de abacaxi, foi a “Grota de Coco”, a região do produtor Miguelinho, um capixaba, insistente, porém sensato, tornou-se uma espécie de produtor padrão e um dos primeiros a ter bons lucros com abacaxi.



Para divulgar a Abacaxicultura de Floresta do Araguaia, em 1993, foi realizado o primeiro festival do Abacaxi. O 1º Festival do Abacaxi, foi realizado pelos próprios produtores com apoio da Prefeitura de Conceição do Araguaia, Floresta era o principal distrito, o principal patrocínio veio da Empresa de Mineração Vale das Andorinhas do Seu Barbosa que mantinha a Mina Babaçu-Mamão na região de Floresta.




Em 1996, Floresta ainda pertencente à Conceição do Araguaia (o município ainda não havia sido instalado), passou a ser o maior produtor de Abacaxi do Norte do Brasil; Alcides Rodrigues Dias (o Cidim) foi um dos que mais se empenhou nessa época para que houvesse mais tecnificação no plantio. Alcides foi o primeiro a abrir em Floresta do Araguaia, uma empresa de Assistência Técnica Rural e dava assessoria e consultoria a investidores e produtores, ele é técnico agrícola, ele esteve representando Floresta em simpósios e congressos de abacaxicultura no Nordeste e divulgava bastante a cultura de abacaxi de Floresta.




Também a partir de 1996, Chico Barbosa, a época diretor da Mineração Vale das Andorinhas financiou junto com seu pai, o empresário José Pereira Barbosa, a vinda de técnicos, pesquisadores e extencionistas indicados por Alcides, à região de Floresta, em visitas técnicas importantíssimas para a cultura já implantada, Dr, Leôncio Vilar, famoso extensionista da EMATER Paraíba e vários pesquisadores da EMBRAPA, Fruticultura e Mandioca de Cruz das Almas-BA como Dr. Aroldo Reinhardt , Dr. Aristóteles Matos e outros; em 1998 esteve em Floresta o famoso grande pesquisador Dr. Eloi Giacomelli, considerado o maior pesquisador especialista em abacaxicultura da América Latina a época, Floresta se tornou uma curiosidade também nos meios técnicos.


















A Grande Fábrica FLORA, do Grupo “Tropical Food Machinery” do Italiano Romano Orsi, começou a trabalhar em outubro de 1998, quando Floresta já figurava como o maior produtor de abacaxi da região norte do Brasil, a FLORA é de capital importância para o desenvolvimento de Floresta, depois dela a “perca” dos produtores diminuiu bastante, a fabrica de suco concentrado compra o fruto excedente de produção e o abacaxi de 2ª, chamado de “borréia”.  A FLORA ainda existe em Floresta como uma das principais agroindústrias da região, contudo produz apenas o suco concentrado, não fabrica outros derivados.


















Pedro Paulo Barbosa